sábado, 19 de junho de 2010

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Por mais que eu tente não consigo colocar em palavras o que eu sinto.
Acho que por tanto tempo eu fui me embrenhando e me escondendo dentro de mim que acabei me perdendo nesse redemoinho de coisas que sou.
Mas quando escrevo,esses sentimentos, que nem são meus(ou talvez sejam);eu me esvazio, como uma bexiga.
Tudo isso que ia explodir aqui dentro,que tava me sufocando,não deixando espaço pra mais nada,tudo isso vai embora.
É a libertação pelas rimas pobres !
Melhor que qualquer missa de Domingo.
Afinal sou poeta,não Católica.
E se Deus está em todas as coisas ele deve estar em meus versos também.
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terça-feira, 15 de junho de 2010

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Não venha para mim com esse papo-furado e clichê de que se eu tiver força de vontade tudo vai dar certo.
Como pode dar certo se a cada dia eu te amo mais?
Eu te ouço dizer coisas e criar espectativas em mim.
E não posso nem te dizer o que sinto,o que realmente me faz sofrer.
Cada conversa com você é um quarto escuro no qual me embrenho mais e mais.
( e você sabe o quanto eu tenho medo do escuro.)
Como dizer que te amo sem machucar outros?
Outros que nem sabem te amar como eu.
Se posso escolher um coração pra sofrer,que seja o meu.
Vale a pena me foder se posso ouvir você.
Isso me basta.
E Estou cagando pro que virá depois,vou deixar o destino seguir seu curso.
Sempre gostei de me arriscar.
E por você,baby.
Por você,vale a pena.