quinta-feira, 10 de junho de 2010

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Me inspiro no passado, esse mundo é superficial demais para mim.
Estão comprando personalidades, estão banalizando atitudes.
Será que ninguém percebe que está vendendo sua alma?
A juventude de hoje, no futuro, será uma massa uniforme.
Os criadores estão se extinguindo.
Só restaram os copiadores.
Não há mais idealismos.
Eles sabem os nomes das marcas de cor, mas não podem recitar uma poesia.
As músicas são vazias,as vidas são vazias.
Se acomodaram.
A Ditadura não foi nem metade do que a mídia é hoje.

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Émile Zola - Le révolutionnaire.

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Estou lendo um livro chamado J'accuse ! de Émile Zola.
Recomendo-o a todos os revolucionários (se é que ainda resta algum).
O livro conta a história de uma polêmica injustiça cometida pelo Estado contra um indivíduo, o qual o autor defende com euforia e indignação exacerbada, causada pelo senso de justiça.
Ele é escrito em estilo enloquente e grandioso de forma a despertar nos leitores uma indignação semelhante a de Zola.
A linguagem é um tanto quanto complicada, mas estou amando.
É o tipo de livro que qualquer estudante de Jornalismo e afins deveria levar sempre consigo.

Aonde vão vocês, jovens, aonde vão, estudantes que correm em bandos pelas ruas manifestando vossas cóleras e entusiasmos, sentindo a imperiosa necessidade de lançar publicamente o grito de vossas consciências indignadas?
Vão protestar contra algum abuso do poder? Ofenderam a necessidade de verdade e equidade que ainda arde em vossas almas novas, ignorantes das acomodações políticas e das covardias cotidianas da vida?
Vão vaiar, para defender a tolerância e a independência da raça humana, algum sectário da inteligência, de cérebro curto, que quis reconduzir ao erro antigo vossos espíritos livres, proclamando a bancarrota da ciência?
Vão clamar, sob a janela de alguma personalidade esquiva e hipócrita, vossa fé invencível no futuro,neste século próximo que promete e deve realizar a paz do mundo, em nome da justiça e do amor?
Não, não! Vamos vaiar um homem, um velho que após uma longa vida de trabalho e lealdade, imaginou que podia impunemente defender uma causa generosa, querer que a luz se fizesse e que um erro fosse reparado, para a honra mesma da pátria francesa!

Carta à juventude, J'accuse! - Émile Zola.



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Nunca gostei de textos longos.Por isso os meus são curtos,curtos como devem ser.Curtos como são curtos os meus sentimentalismos.


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Já amei,amei demais.Mas você foi o único que me fez escrever poesias,tão minhas,que quase deixam escapar quem sou.

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