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Estou lendo um livro chamado J'accuse ! de Émile Zola.
Recomendo-o a todos os revolucionários (se é que ainda resta algum).
O livro conta a história de uma polêmica injustiça cometida pelo Estado contra um indivíduo, o qual o autor defende com euforia e indignação exacerbada, causada pelo senso de justiça.
Ele é escrito em estilo enloquente e grandioso de forma a despertar nos leitores uma indignação semelhante a de Zola.
A linguagem é um tanto quanto complicada, mas estou amando.
É o tipo de livro que qualquer estudante de Jornalismo e afins deveria levar sempre consigo.
Aonde vão vocês, jovens, aonde vão, estudantes que correm em bandos pelas ruas manifestando vossas cóleras e entusiasmos, sentindo a imperiosa necessidade de lançar publicamente o grito de vossas consciências indignadas?
Vão protestar contra algum abuso do poder? Ofenderam a necessidade de verdade e equidade que ainda arde em vossas almas novas, ignorantes das acomodações políticas e das covardias cotidianas da vida?
Vão vaiar, para defender a tolerância e a independência da raça humana, algum sectário da inteligência, de cérebro curto, que quis reconduzir ao erro antigo vossos espíritos livres, proclamando a bancarrota da ciência?
Vão clamar, sob a janela de alguma personalidade esquiva e hipócrita, vossa fé invencível no futuro,neste século próximo que promete e deve realizar a paz do mundo, em nome da justiça e do amor?
Não, não! Vamos vaiar um homem, um velho que após uma longa vida de trabalho e lealdade, imaginou que podia impunemente defender uma causa generosa, querer que a luz se fizesse e que um erro fosse reparado, para a honra mesma da pátria francesa!
Carta à juventude, J'accuse! - Émile Zola.

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