Passa Quatro, 25 de maio de 2011
Queria te mostrar todas essas coisas lindas que vejo aqui.
O céu com mais estrelas, impossível de contar. Parece que tudo é mais limpo, nítido, as cores são mais fortes e vibrantes, é uma sensação incrível.
O ar fresco, puro, sem toda a fumaça a qual nos acostumamos.
Aliás, aos poucos, tomo conta do meu próprio cheiro de fumaça.
Mal vejo a hora de tomar um banho e deixar a água morna levar esse restinho de cidade que trouxe comigo. Mas não agora. Agora faz um frio que chega a doer e eu sinto falta dos seus pés, estranho lembrar desses detalhes bobos. Fazem tanta falta.
Mas a maior saudade é do seu cheiro. Não consigo me lembrar de como ele é.
Tento, tento, quase chego lá, mas não consigo. Só me lembro da sensação, uma certa paz, serenidade, aconchego. Uma mistura de sensações agradáveis.
Acho que não esqueci seu cheiro exatamente, é mais como se tivesse me acostumado a ele. Aquela história de que nos acostumamos ao nosso cheiro por isso não podemos sentir. Talvez seja isso, talvez seu cheiro seja um pouco meu agora; talvez eu só sinta ele novamente, quando você for embora.

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